segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Marquesa de Carabás

Foi a maior emoção da minha vida: estava eu na Versailles a acabar o chá, num afogadilho, o maldito do Jarbas, a espinotear os cavalos, na hora de ponta. Desde que inventaram esta coisa da hora de ponta é isto, já nem um chá se pode tomar em paz...quando recebo mensageiro...que era um convite para eu vir participar num blogue. E o convite, imaginem, da Exma Senhora Sand...fiquei em palavras. A glote fechou-se-me a meio de um duchesse e ia sendo o diabo, não fosse dar-se o caso de um cavalheiro ir a correr chamar o Jarbas, esse incompetente, que me dá com um pingalim nas costas por forma a livrar-me da aflição.
Foi momentâneo...logo a seguir, sucumbi de vez ao convite e desfaleci.
Teve que ser a sais, por forma a conseguir apresentar-me a tempo e horas aqui. Não faço a mínima ideia a que horas fecham os blogues...
Pois eu conheço muito bem a George Sand. Fomos apresentadas há muito tempo numa soirée. Perrault contava histórias de gatos alucinados e Ravel entoava o seu magnífico Ma Mère L'Oye. Chopin chorava emocionado e a Senhora Condessa d'Aulnoy, a Marie-Catherine, abanava-se com um leque que ou muito me engano ou era meu. Tinha-lho emprestado numa ocasião melindrosa que não vem agora ao caso.
O que é certo é que cheguei! Trouxe o lorgnon e a minha caixa de "chiclates" da Ferrero Rocher, obviamente.

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