domingo, 5 de dezembro de 2010

Francisco Sá Carneiro

Parece que este é o tema do momento...
Conheci-o. Com as maiores dúvidas que ele me tenha conhecido a mim.
Da primeira vez, fui-lhe apresentada, se é que o termo é epropriado, submersa. Literalmente submersa, após uma extraordinária bomba com efeito, para dentro de uma piscina. A coisa foi mais ou menos: aquela ali em baixo é a minha filha.
Depois voltei a cruzar-me com ele mais umas vezes. Uma delas estava eu amuada, a ler um libreto no intervalo de uma ópera, de carácter obrigatório: a ópera e o libreto. Fazia parte da "educação artistica das crianças". Tinha passado o primeiro acto a implicar com o meu irmão, aos carolos e aos pontapés, sendo que ele estava sempre em vantagem porque usava botas ortopédicas, impossiveis de rivalizar com os meus pobres sapatos de presilha. E, estávamos de castigo, com o maldito do libreto. Passou ele, passou a Snu, passou toda a gente e nós ali a tentar perceber como é que a diva ia morrer...essa pergunta era fatal. E sem direito nem a uma tosta. Ele foi simpático e entrou para dar um beijinho.Não trazia era tostas
 Da terceira vez foi em casa de alguém. Dessa vez não havia tostas mas havia montes de tacinhas cheias de aperitivos óptimos que nunca se comiam lá me casa. Já eu esfregava as mãos de contente quando a "ordem "veio explicita: só tiram um! E lá para dentro!

Devo-lhe, no entanto uma coisa, uns anos mais tarde:  as maiores baldas às aulas da minha vida. Só suplantada pela "época lodan" a que eu nunca aderi. Jurei que não vestia "traje de guerra" de partido nenhum...até hoje! Mas as manifs eram uma festa!

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