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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O abraço, dos "bravos", do Museu do Cairo


Temeu-se o pior nas primeiras horas dos conflitos.
As notícias davam conta de pelo menos setenta objectos desaparecidos (posteriormente recuperados) e duas múmias danificadas. Sabe-se agora que sem gravidade.
Perante a aflição dos responsáveis do museu, ainda sem a protecção do exército, que hoje, guarda todos os acessos, centenas de populares, correram para o edifício.Formaram um cordão humano, circundante ao gradeamento, indiferentes aos "coktails molotov" que caíam no pátio.  Estes "bravos",  num abraço fechado, impediram assim o acesso ao interior do museu e, o saque, daquele que é sem dúvida um dos maiores espólios museológicos do mundo.
A sua história ficava assim protegida, ombro a ombro, antes mesmo dos apelos da UNESCO e da chegada dos blindados.
Enquanto que a  metros dali, a mesma população, clamava por um futuro diferente...

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