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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fado entrelaçado

Deitei a noite, Perdi  o tempo,
O desejo, num lamento,
De um abraço cerrado.
Sussurro de alma esquecida,
Na viela mais escondida,
Dos contornos deste fado.

Fosse destino ou paixão,
Eu tomei na minha mão,
O teu sorriso esquecido.
E no silêncio da noite,
Despi-te da solidão,
Num abraço, perdido.

Dá-me agora,
Esse beijo entrelaçado.
Dá-me agora,
O teu olhar prometido.
Dá-me agora,
O sorriso enamorado,
De um destino mal amado,
Eu  farei  o paraíso.

Deitei a noite,
Perdi o tempo.
O desejo num lamento
De um abraço cerrado.
Sussurro de alma esquecida
Desenhada à partida
Nas entrelinhas do Fado

Dá-me agora
as esquinas do teu gosto.
Dá-me agora
os contornos dessa dor.
Apetece
desatar o teu desejo,
prolongá-lo num só beijo.
entrelaça-lo de amor.

F.V.J.

14 comentários:

  1. É urgente que este poema seja musicado. Seria ouro sobre azul, a cereja no topo do bolo, uma preciosidade!

    E, por si só, tem uma musicalidade que faz sonhar...

    Parabéns por esta escrita que alimenta.

    Bj

    Olinda

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  2. Olinda
    Penso em termos musicais para conseguir escrever para musica. E não o contrário. Ou seja ponho palavras na música. Mesmo que ainda não exista.
    Obrigada
    Bj

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  3. Très beau fado, plein d'harmoniques naturelles et de vibrations qui portent loin. Et puisque nous avons une nouvelle George Sand, quel sera le nouveau Chopin capable de la mettre en musique?

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  4. Gérad de Nerval,

    Je vous remercie Monsieur. On verra...

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  5. Je ne suis pas Chopin, mais je connais assez bien. Je pourrais, donc, l'introduire de nouveau à George Sand...ce sera un déjà vu, mais quand-même...

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  6. George Sand...!
    Como este "fado" soa dentro de nós!
    Palavras... para quê?
    Fecham-se os olhos e ouvimo-lo porque a música está cá dentro...!
    Belo poema F.V.J.

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  7. Agradeço suas amáveis visitas e comentários. Parabéns pelo seu blog.

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  8. VMMSouza,

    Como seria chopi a musicar um fado...

    A Luz a Sombra,
    Obrigada. A música tem que ser sempre pévia às palavras. Cá dentro.

    Obrigada Licínia Quitério. Espaços que se visitam e se revisitam, sempre com muito gosto.

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  9. Em aditamento ao comentário ao comentário da nossa Amiga Olinda, tenho para mim que aquilo que colocas na música, não são só palavras... é também a alma.
    Belo poema!

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  10. Bartolomeu,

    Transportamos para as palavras uma história. A própria vida, entrelaçada, também.
    Obrigada

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