quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Para sempre, o luar


Era quase noite.
Um fundo de estrelas cobria o lençol.
O absurdo silêncio deste lugar...
Onde os meus olhos se perderiam,
Onde os teus olhos se esqueceriam,
E a pureza rarefeita da vertigem
Entrelaçada de madrugadas,
Desde os meus destemperos
Às tuas mãos,
Cerradas.

Depois foi a leveza de respirar
Onde antes havia somente chão
E agora,  ficaria,
Para sempre o  luar.


( a fotografia foi tirada no Chile, no sopé do vulcão Osorno, pelo fotógrafo Mário Castello)

6 comentários:

  1. Maravilhoso o ambiente e tudo o mais que se adivinha nas entrelinhas...

    Bj

    Olinda

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  2. Olinda,

    Um vulcão e o luar. E as entrelinhas, debruadas a poesia.
    Bj para si também

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  3. Filipa

    Linda poesia.
    Luar e poesia são duplas perfeitas.
    Beijinho

    Lucia

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