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domingo, 13 de março de 2011

Festa na Avenida

A geração à rasca saiu à rua. Irreverente, divertida, como se esperava, mas ordeira. Saiu e levou com ela muito mais gerações. Algumas acabrunhadas, ficavam-se pelas laterais. Outras, mais afoitas, erguiam a cabeça e compunham o cortejo, pelos filhos, pelos netos, ou tão só pelas recordações, de outras lutas.
Desta manifestação, uma ideia a reter: o descontentamento.
Não se tratou de uma manifestação "organizada" à maneira tradicional, com palavras de ordem e um fim específico. Foi mais uma festa, em que se chamou a atenção para a crise que afecta os portugueses: os jovens e os menos jovens.
Algum aproveitamento politico, mas não tanto como vaticinei.
Resta  perceber o rumo. Quais as ideias válidas, as alternativas, que possam surgir daqui...porque é afinal isso que importa.

Esta é sem dúvida a geração mais preparada. Mas é simultâneamente a mais exigente. Fruto do boom económico dos anos oitenta, foi orientada para um consumo excessivo e para uma ambição que terá pouco a ver com as reais potencialidades do país. Isso esteve patente nas múltiplas máquinas fotográficas, telemóveis, Ipods, Ipads topo de gama, com que muitos dos manifestantes se muniram.
Não sei até que ponto não criámos, nesta geração, expectativas  que não se coadunam muito com os tempos que vivemos...

Aguardemos as ideias.



as fotografias foram cedidas daqui http://janpfm.blogs.sapo.pt/

2 comentários:

  1. Alguém dizia ontem que o que faltou à «festa», de «manifesto» tão vago que servia toda a gente, não foram ideias - que já sobram -, mas um propósito firme sobre «o inimigo a abater». ;-D

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