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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Viagem


Sobrevoo com o olhar o que resta da paisagem.
As memórias esvoaçam a cada curva.
Adivinha-se uma nesga de mar, uma casa feliz, uma amendoeira fora do local próprio e os varais...tantos e com tantos sonhos. Dependurados, decorados, rememorizados e guardados no fundo do tempo. Esse mesmo,  que aprendi a cronometrar, rigorosamente e só, pelos movimentos ritmados da respiração.
De olhos fechados, contemplo agora, uma a uma,as paragens, adivinhadas, que obedecem apenas ao apito do guarda linha, de olhar fixo na faixa amarela, a que delimita quem vai e quem vem para ficar.
As paralelas, essas, não não ousam sequer afastar-se do mar. Ou de nenhum de todos esses lugares.



(fotografia de Mário Castello)

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