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terça-feira, 10 de maio de 2011

Morte

Cumprimos os rituais, quase a medo.
De preferência do lado de fora, entre conversas de tudo e de nada. Muitas conversa, que apagam a inexistência, ali, imóvel. O que dantes fora vida e fizera parte das nossas vidas...
Quase nada nos prepara para este momento. E nele, antecipamos o nosso próprio momento. Aquele que tardará ou não a chegar, mas que é certo: chegará!
Muito se escreveu sobre a morte no ocidente e, a oriente: os cultos, os anseios, os rituais, os receios, a preparação e a vivência.
Tempos houve em que a morte era íntima, passada portas adentro e chorava de perto. Hoje saiu de moda. Num tempo em que se multiplicam os credos e as receitas para o além...



7 comentários:

  1. Os ritos mantêm-se. Hoje é mais usual chamar-lhes moda. E estão na moda. Transformaram-se em cor de rosa das revistas onde também já surgem, sempre de óculos escuros.

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  2. E pior que isso João, a darem entrevistas.

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  3. "Que de uma vez por todas morramos do nosso medo de morrer."

    Séneca, A tranquilidade da alma

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  4. Ou evitemos, a tragédia solitária de Kierkegarg, através da nossa própria "existenz".

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  5. A minha relação com rituais, quaisquer rituais, é má, George. Quando damos por ela, o ritual já sobrepôs o supérfluo ao essencial.

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  6. Eu percebop o que diz. Também não me agradam os rituais, nomedamente quando se trata de pessoas que nos dizem muito,e são dolorosos. Mas são importantes, para se conseguir fazer o luto. Os casos de desaparecimento, por exemplo, são terríveis, precisamnte porque ultrapassam esses passos. Agora o essencial, tem razão: não está nos rituais.

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