Gosto de escrever com silêncios. De viver com silêncios.
Espaçar o tempo com bocados de nada e, de ninguém, que me permitem deixar fluir o horizonte e os sentidos.
Não se pode ouvir o mar com personagens, a não ser as das ondas que chegam apressadas e do vento que revolve a areia por debaixo dos nossos pés.
Não se conseguir organizar as imagens no meio dos pensamentos, a não ser na calma de um sofá meio adormecido.
É preciso a pausa do ruído, para que as sílabas se soltem. Vindas de todos os lados por onde passa a imaginação.
Os outros circulam por ali, por dentro dos nossos silêncios, das nossas palavras, do cheiro salgado da maresia. Muitas vezes ajudam-nos a colocar as vírgulas e os pontos certos. A deslizar tracejados e a inventar parágrafos.
Depois fica-se a olhar devagarinho, a música que nos envolve. Vinda, serenamente, sabe-se lá de onde.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Um passo de dança por dançar
Não sei se alguma vez disse..
Há muitos sonhos ainda por sonhar,
Muitos bocados de vida por realizar,
Muitas horas por cumprir,
Muito espaço para preencher
Muitas gargalhadas para largar.
Muitos lugares para conhecer
E um passo de dança por dançar
(Fotografia do fotógrafo Máro Castello)
Há muitos sonhos ainda por sonhar,
Muitos bocados de vida por realizar,
Muitas horas por cumprir,
Muito espaço para preencher
Muitas gargalhadas para largar.
Muitos lugares para conhecer
E um passo de dança por dançar
(Fotografia do fotógrafo Máro Castello)
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Desafio Literário
A Joana Vasconcelos do É Tudo Gente Morta Lançou-me o desafio.
Aqui vai, então:
1- Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Existem Vários: "Os Maias"; A poesia de Teixeira de Pascoaes, de António Nobre, de Sophia de Mello Breyner, de Florbela Espanca, de Ramos Rosa. E, acima de tudo dois livros que me marcaram: A Montanha Mágica" de Thomas Mann e os "Irmãos karamazov" de Dostoiévski. Um livro espantoso e com variadissimas leituras.
2- Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeças-te, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Existe um autor...Paulo Coelho. Já tentei vários e não consigo gostar. Sorry...
3- Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele
"Os Miseráveis" de Victor hugo...pelo menos tinha um bom livro e bastante longo para ler.
4-Que livro gostarias de ter lido e por algum motivo nunca leste?
Acho que é impossível responder...são muitos. Talvez o "Paula " da Isabel Allende... está na estante, nunca li porque me impressionou muito o tema da morte da filha. A "História de Portugal" toda, do Mattoso, porque por vezes esquecemo-nos de pormenores...vai-se consultando, um dia embalo.
5-Que livro leste cuja cena final jamais conseguiste esquecer?
A IlÍada" de Homero e o Frei Luis de Sousa
6-Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, quel o tipo de leituras
Começei por ouvir ler os meus pais, depois os livros de pano, a Condessa de Ségur, os cinco, os sete, os oito, o colégio das meninas de Sta Clara, Júlio Verne, Emilio Salgari, Tintin. A coleção juvenil...lembram-se?. Os primeiros livros a sério foram aos dez anos: "O discurso do Método" de Décartes e "As vinhas da Ira" de Steinbeck, pela mão do meu avô.
7- Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim. porque?
"A Morgadinha dos Canaviais". Porque havia perguntas no fim.
8- Indica alguns dos teus livros preferidos
A Biblia e o Alcorão. Li ambos e acho importante conhecer ambos, mesmo sendo católica.
Dois livros muito importantes para se perceber a Europa no dias de hojs: "Pós Guerra" de Tony Judt e, "Da Alvorada à Decadência" de Jacques Barzun.
A "Estética" de Hegel. "Os Prolegómenos da Metafísica de Kant, a Metafísica de Aristóteles. "A arte de Amar" de Fromm, Miguel Torga tudo o que se possa ler é pouco. A Histoire de la pensée" de Jacques Chevalier."Os vagabundos" de Gorki. Tudo o que diga respeito a Van Gogh; Impressionismo, História da arte e História os Costumes.
9- Que livro estás a ler no momento
"Poesia " do João Mello
a reler "Pensamentos" de Pascal
e a acabar um livro de um escritor e grande amigo brasileiro: "Don Frutos" De Aldyr Garcia Schlee
10 - Indica dez amigos para o desafio do Meme literário
Dez é muita gete...mas vou indicar alguns:
A Luísa Correia Beira Tejo
A Blonde do Blondewithaphd
A Laurinda Laurinda Alves
Aqui vai, então:
1- Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Existem Vários: "Os Maias"; A poesia de Teixeira de Pascoaes, de António Nobre, de Sophia de Mello Breyner, de Florbela Espanca, de Ramos Rosa. E, acima de tudo dois livros que me marcaram: A Montanha Mágica" de Thomas Mann e os "Irmãos karamazov" de Dostoiévski. Um livro espantoso e com variadissimas leituras.
2- Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeças-te, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Existe um autor...Paulo Coelho. Já tentei vários e não consigo gostar. Sorry...
3- Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele
"Os Miseráveis" de Victor hugo...pelo menos tinha um bom livro e bastante longo para ler.
4-Que livro gostarias de ter lido e por algum motivo nunca leste?
Acho que é impossível responder...são muitos. Talvez o "Paula " da Isabel Allende... está na estante, nunca li porque me impressionou muito o tema da morte da filha. A "História de Portugal" toda, do Mattoso, porque por vezes esquecemo-nos de pormenores...vai-se consultando, um dia embalo.
5-Que livro leste cuja cena final jamais conseguiste esquecer?
A IlÍada" de Homero e o Frei Luis de Sousa
6-Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, quel o tipo de leituras
Começei por ouvir ler os meus pais, depois os livros de pano, a Condessa de Ségur, os cinco, os sete, os oito, o colégio das meninas de Sta Clara, Júlio Verne, Emilio Salgari, Tintin. A coleção juvenil...lembram-se?. Os primeiros livros a sério foram aos dez anos: "O discurso do Método" de Décartes e "As vinhas da Ira" de Steinbeck, pela mão do meu avô.
7- Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim. porque?
"A Morgadinha dos Canaviais". Porque havia perguntas no fim.
8- Indica alguns dos teus livros preferidos
A Biblia e o Alcorão. Li ambos e acho importante conhecer ambos, mesmo sendo católica.
Dois livros muito importantes para se perceber a Europa no dias de hojs: "Pós Guerra" de Tony Judt e, "Da Alvorada à Decadência" de Jacques Barzun.
A "Estética" de Hegel. "Os Prolegómenos da Metafísica de Kant, a Metafísica de Aristóteles. "A arte de Amar" de Fromm, Miguel Torga tudo o que se possa ler é pouco. A Histoire de la pensée" de Jacques Chevalier."Os vagabundos" de Gorki. Tudo o que diga respeito a Van Gogh; Impressionismo, História da arte e História os Costumes.
9- Que livro estás a ler no momento
"Poesia " do João Mello
a reler "Pensamentos" de Pascal
e a acabar um livro de um escritor e grande amigo brasileiro: "Don Frutos" De Aldyr Garcia Schlee
10 - Indica dez amigos para o desafio do Meme literário
Dez é muita gete...mas vou indicar alguns:
A Luísa Correia Beira Tejo
A Blonde do Blondewithaphd
A Laurinda Laurinda Alves
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Interlúdios políticos II
Sondagens à boca do lombo de porco com batatinhas e dos bifinhos com champignhons de hoje: um subiu um bocadinho e outro desceu um bocadinho. Não interessa nada qual nem o quê. Resultado: empate técnico, apadrinhado pelo licor...esse mesmo.
Parece que os bonés estão na moda e os quadros do Cesariny também.
Parece que os bonés estão na moda e os quadros do Cesariny também.
Sem janelas nem destinos
Limitei-me a contar os carris, que são sempre dois e, transportam o olhar para o horizonte, mais ou menos dilatado. Mesmo assim, reconheço, que por vezes me desconcentrei desse cenário, agora sem rumo, para adivinhar nos rectângulos metálicos das janelas, desfeitos do quadrado original por pedaços retorcidos, rostos pasmados que nunca devem te existido. Ou a terem existido, existiram unicamente vislumbrados. Bocados de olhos, misturados com pestanas ensonadas, ombros descaídos e mãos pousadas em colos sem história.
Será?
Pus-me a pensar se os colos teriam histórias e, se as mãos as segurariam, ou se deixariam escorregar por entre os carris. Não poderia nunca saber… não iria embarcar.
Sendo assim, sentei-me no único banco disponível da gare. O único em que sempre me sentava. E deixei-me ficar até ver outra vez o horizonte, já sem nada, sem janelas, sem destinos.
(A fotografia é do fotógrafo Mário Castello)
terça-feira, 24 de maio de 2011
Interlúdios políticos I
A esta hora a ronda pelos blogues é pouco produtiva...ou estão no lombo de porco com batatinhas, ou nos bifinhos com champinhons : as sondages seguem dentro de momentos, apadrinhadas pelo licor beirão
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Onde estão?
Não estão Maria, já não estão.
Mas eram tantos...então?
Não, Maria. Não estão.
Não Maria, não eram.
Eram apenas rostos necessários, a colorir a paisagem, da tua condição.
A rir no tempo próprio, do lugar comum.
Sem distinguirem um abraço da necessidade de te dizer não.
E foram Maria, para outro palco, rir de outras coisas, com outras gentes...
Quem ficou então?
Os que esperam Maria.
Os que que voltam a esperar Maria.
E depois, corajosamente, ainda e sempre, te estenderão a mão.
São esses que ficam agora Maria,
Como ficavam então.
Riram-se e calaram-se.
Disseram que sim e disseram que não.
Zangaram-se.
Mas ficam Maria...
Pregados de ternura, nas tábuas do teu chão.
À espera do tempo certo, no lugar exacto.
Se chorares Maria, eles chorarão.
Se te mudares Maria eles mudarão.
Se te fores Maria, eles lá estarão.
Quietos, à espera, na sombra da solidão.
À espera Maria, à espera...
E os outros?
Os outros Maria, eram apenas fruto da tua imaginação.
Nunca existiram.
Apenas permaneceram.
E foram Maria...
E não voltam, não.
Estão lá longe Maria, no passado que não muda,
No presente que já não te acolhe,
No futuro que não reconhecerás
Mesmo que amanhã, seja dia de folia...
Eles, lá estarão.
Tu Maria, tu não,
Ficarás aqui abraçada à tua paisagem,
À procura da tua nova imagem.
E eles Maria, os que esperam
Como um espelho,
Do teu coração.
Mas eram tantos...então?
Não, Maria. Não estão.
Não Maria, não eram.
Eram apenas rostos necessários, a colorir a paisagem, da tua condição.
A rir no tempo próprio, do lugar comum.
Sem distinguirem um abraço da necessidade de te dizer não.
E foram Maria, para outro palco, rir de outras coisas, com outras gentes...
Quem ficou então?
Os que esperam Maria.
Os que que voltam a esperar Maria.
E depois, corajosamente, ainda e sempre, te estenderão a mão.
São esses que ficam agora Maria,
Como ficavam então.
Riram-se e calaram-se.
Disseram que sim e disseram que não.
Zangaram-se.
Mas ficam Maria...
Pregados de ternura, nas tábuas do teu chão.
À espera do tempo certo, no lugar exacto.
Se chorares Maria, eles chorarão.
Se te mudares Maria eles mudarão.
Se te fores Maria, eles lá estarão.
Quietos, à espera, na sombra da solidão.
À espera Maria, à espera...
E os outros?
Os outros Maria, eram apenas fruto da tua imaginação.
Nunca existiram.
Apenas permaneceram.
E foram Maria...
E não voltam, não.
Estão lá longe Maria, no passado que não muda,
No presente que já não te acolhe,
No futuro que não reconhecerás
Mesmo que amanhã, seja dia de folia...
Eles, lá estarão.
Tu Maria, tu não,
Ficarás aqui abraçada à tua paisagem,
À procura da tua nova imagem.
E eles Maria, os que esperam
Como um espelho,
Do teu coração.
domingo, 22 de maio de 2011
Dor
A dor fere.
A dor morde.
A dor adormece de medo.
Dor sem rosto nem norte,
De tal sorte
Pousada na sombra da morte,
Com todo o desvelo.
A dor morde.
A dor adormece de medo.
Dor sem rosto nem norte,
De tal sorte
Pousada na sombra da morte,
Com todo o desvelo.
Memórias em Toile de Jouy
Toile de Jouy, nasceu no séc XVIII e foi palco de muitas memórias e recordações.
Por lá passaram os incontornáveis carrinhos de bonecas de muitas infâncias, desde o longínquo sév XVIII.`
Na sua penumbra, dormiram os sonhos dos nossos pais e avós.
E porque a nossa memória e as nossas recordações, estão ligadas aos objectos, nasceu um novo blog, para dar a conhecer o trabalho da Isabel Campos. Aqui, no Toile de Jouy : http://toilejouy.blogspot.com/ recupera-se restaura-se. Inova-se e renova-se, num passado feito presente. Ou, numa proposta diferente...ora espreitem.
Por lá passaram os incontornáveis carrinhos de bonecas de muitas infâncias, desde o longínquo sév XVIII.`
Na sua penumbra, dormiram os sonhos dos nossos pais e avós.
E porque a nossa memória e as nossas recordações, estão ligadas aos objectos, nasceu um novo blog, para dar a conhecer o trabalho da Isabel Campos. Aqui, no Toile de Jouy : http://toilejouy.blogspot.com/ recupera-se restaura-se. Inova-se e renova-se, num passado feito presente. Ou, numa proposta diferente...ora espreitem.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


