Eram os tempos das viagens longas, sem vivalma, com a Serra do Caldeirão a tapar a imensidão de azul. Sempre no final do verão, quando não princípios de Outono. (As aulas começavam lá mais para a frente e as letras aprendiam-se sem pressas).
O Algarve era terra de culturas e visionários.
Dois toldos na praia, ora de um, ora do outro lado e os mergulhos que se prolongavam pela tarde morna...Falésia, Maria Luísa, Carvoeiro...
O tempo foi passando. O verão estreitou-se entre as acácias plantadas à pressa em Vale Navio, em Vila Magna, em Vale do Lobo em Vilamoura, nos lagos e nos golfes, contornados por palmeiras.
Fomos fugindo: dos excessos de tudo, sempre mais para lá...até aqui, onde a Ria se segura, serena e formosa, a correr sem pressas, em frente ao mar.
(Fotografia tirada na aldeia da Conceição. Tavira.)
Muito bem.
ResponderEliminarLindo!
ResponderEliminarPilar
Obrigada Daniel e Pilar.
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