Passamos a vida assim: em desencontros.
Horas apressadas. Programas adiados. Rostos que se esfumam, no lugar do tempo. E, vão dando tempo a que nem mais as recordações se entendam. Rebobinadas que foram, tantas e tantas vezes, em fios mal condutores de imagens longínquas.
Passam os dias, os anos, os silêncios e as vidas. E depois, num instante qualquer uma notícia que pára tudo...
Como um rastilho, suspende-nos os afazeres inadiáveis. Os olhos, perdem-se por momentos numa mensagem retransmitida e a retransmitir. Seguem-se as inevitáveis presenças. Nesse dia e não em nenhum outro.
Ainda ninguém descobriu como adiar a morte.
Passamos a vida assim... A encontrar surpresas, palavras e memórias, sem tempo para olhar a vida. E então, descobrimos que viver é adiar a morte...
ResponderEliminarGosto destas palavras soltas, com estrutura, com ritmo, com vida...
L.Bento
É isso mesmo L Bento.
ResponderEliminarTemos que aproveitar o caminho. Antes que ele páre, abruptamente. Depois, fica invariavelmente tanta coisa por fazer.
Obrigada plo estímulo à escrita.
George Sand,
ResponderEliminarGostei deste texto e desta memória sobre o tempo e a morte.
Bem-haja!