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quinta-feira, 24 de março de 2011

Crise Política

Uma crise política é também e, sobretudo, uma crise social.
Já quase tudo foi dito sobre o assunto, especialmente bem dito pelo António Barreto na entrevista de ontem à SIC:  http://aeiou.expresso.pt/video-antonio-barreto-comenta-crise-politica=f639611 e aqui: http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/
Fica uma imagem que foi um ícone de uma geração,  não à rasca, mas a geração da grande depressão nos Estados Unidos.
 Chama-se "migrant mother" e conta sem palavras a história de uma mãe, imigrante, viúva, 32 anos e com sete filhos. É uma fotografia de Dorothea Lange.
Anos mais tarde, a criança que está retratada do lado esquerdo explicou a posição : tinhamos vergonha de ser pobres.

domingo, 20 de março de 2011

Guerra

Há palavras que quase desapareceram do dicionário. Já pouco ou nada se ouvem. Os meninos deixaram de ter sarampo e tosse convulsa. Leprosarias são coisas do passado e a peste vem nos compêndios de história.
Das casas desapareceu o tanque de lavar a roupa e a máquina de picar a carne, "amarrada à mesa".
Mas os conflitos entre os homens continuam e a solução é a mesma: a guerra.
os meus pensamentos estão com quem não a pediu e está sempre na posição mais frágil: as populações civis.
Hoje, mais uma vez, todos os noticiários começam por este terrível nome.

quarta-feira, 16 de março de 2011

50 pessoas a tentar o impossível?!

Ia escrever sobre este tema: as cinquenta pessoas que ficaram sozinhas, numa central nuclear, a tentar o quase impossível, quando passei aqui http://www.etudogentemorta.com/ . Está lá tudo, escrito pela Marta Costa Reis.
Acrescento então uma pergunta:  não seria já tempo das organizações internacionais equacionarem a possibilidade, no caso de rebentamento da central, da evacuação, pelo menos das crianças e jovens, para países de acolhimento temporário?
Se em cenário de guerra, particularmente na segunda guerra,  isso foi possível, numa altura com muito menos recursos do que hoje, não seria de começar a organizar alguma coisa semelhante para o caso das coisas se precipitarem?...

                         

terça-feira, 15 de março de 2011

Catástrofe nuclear?

Neste preciso momento, o Japão luta contra aquela que  se pode tornar a maior catástrofe nuclear de sempre: o reactor 3 de uma das 4 centrais afectadas, está em risco eminente de fusão. A ajuda externa, de peritos americanos já chegou.
Todas as medidas estão a ser tomadas: evacuam-se populações e distribui-se iodo, para no caso de uma nuvem radioactiva,  se conseguir uma saturação da tiróide, por forma a proteger (aquilo que ainda se poderá proteger, numa situação dessas) da saúde de todos e de cada um.
Esperemos que não seja uma luta inglória.
Mas as perguntas ficam: Como vão os japoneses, num território exposto a episódios sísmicos recorrentes e, que depende em grande parte da energia atómica, resolver este problema?
O que aconteceria se isto se passasse em muitas das centrais nucleares espalhadas pela Europa?
Uma coisa ficou provada: não há centrais nucleares à prova de sismos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Noite de terror no Japão

Depois do sismo de 8.9,  um dos maiores de que há memória, se ter abatido sobre o Japão, milhões de pessoas assustadas, retidas, sem poder chegar a suas casas e, vítimas de um apagão de proporções gigantescas, vão enfrentar uma noite de terror. À espera das réplicas.
Para piorar, o enorme apagão, atinge milhões de pessoas. Impedindo-nos a nós e a eles próprios de perceber a real dimensão da tragédia.
Sabe-se já  da instabilidade de um dos reactores da central de Myagi e da evacuação de milhares de pessoas em curso.
Os japoneses, são certamente dos povos mais adaptado a este tipo de reveses da natureza.
A Yu,amiga da minha filha,  a cerca de uma centena de quilómetros de Tókio,  conseguiu comunicar, minutos após a tragédia: Estou bem. Estamos bem. Estou muito assustada. Mas está longe, muito longe do epicentro, mais para o norte. Fustigado já por ondas de cerca de dez metros de altura que se dirigem neste momento para o Hawai...só daqui a umas horas se saberá a real dimensão da tragédia.
Que Deus os acompanhe!

(imagens via facebook)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Três semanas depois...ou talvez não

Três semanas, depois o mundo poderá ter mudado. Ou tão só o nosso cantinho. Ou talvez não
Três semanas depois, os navios ao largo da Líbia poderão estar ancorados...ou talvez não.
Três semanas depois o preço do petróleo poderá ter batido novos recordes históricos, ou talvez não.
Três semanas depois a Arábia Saudita pode ter injectado milhares de barris de petróleo no mercado e por isso, o preço pode ter descido. Ou, talvez não.
Três semanas depois, os juros da dívida portuguesa,  podem ter estacionado...ou talvez não.
Três semanas depois, a Europa pode ter decidido se somos ou não capazes de superar sozinhos. Ou talvez não.
Três semanas depois, Obama pode ter que abdicar do prémio que lhe foi dado, pela paz, ou talvez não.
Três semanas depois já se saberá se afinal o FMI volta, ou não. Ou talvez não.
Quem diz três semanas, pode dizer para aí três meses, ou talvez não...