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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Jardineiro de urze nas portas da Primavera



Não havia pressa. O sol que  se espreguiçasse entre as margens, com o Douro a sorver-lhe a luz.
Passar de um lado para o outro, seria um simples sopro. Mal a brisa do fim da tarde se levantasse.
Por agora a quietude necessária a uma conversa de planuras.

Onde mais poderia questionar a alma sobre a ligeireza dos dias, com que ia  deixando  vazios, os canteiros,  em que insistia em arrancar flores. Todas as flores, uma a uma, para plantar somente urze.
Seria assim, de urze,  que as portas suspirariam, na esquina da Primavera,  a dar passagem ao rio, respondia-lhe o eco.
De urze apenas...
Não haveria  por isso lugar a pétalas suaves, na borda de água. Nem sequer por ordem  dos sonhos coloridos de  borboletas...


(a fotografia foi tirada da net)

17 comentários:

  1. O teu texto pessimisya, um pouco nihilista, não consegue ofuscar a beleza que perpassa por todo ele.
    Acaba por ser uma ode ao belo que se assume vitorioso perante a negritude dos pensamentos desalentados que hoje te invadiram.
    Ahhh... e aquela imagem?!
    O belo em toda a sua inteireza.
    Beijinhos.

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  2. As paisagens que o Douro oferece são deslumbrantes.
    Boa semana!!

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  3. Tiago Mouta,

    Sempre faz por aqui uma pausa na "revolução" :)

    mfc,

    Não o escrevi com pessimismo. Talvez a dureza da urze e dos elementos...em todo o seu esplendor, sem precisarem de canteiros floridos. Mas claro, sempre textos abertos a todas as leituras...obrigada

    Pedro Coimbra,

    É talvez dos sítios mais bonitos que eu vi. Um dia de memórias felizes e suaves. Espero lá voltar.
    Boa semana também

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  4. Uma bonita imagem de um Douro que surpreende a cada esquina.É sem dúvida um lugar de sonho, onde apetece voltar sempre.
    Abraço com tudo de bom para si.

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  5. Obrigada Concha.
    Estou mesmo a pensar lá voltar. A essas dobras mais estreitas de rio.
    Bj

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  6. Por vezes a simplicidade da urze pode ser tão bela que não são precisas as pétalas!
    Bj.

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  7. Foi nisso que eu pensei Ana.
    às vezes as coisas mais simples, podem ser as mais bonitas.
    Obrigada
    Bj

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  8. Também gosto muito de urze. Ficam muito bem num jardim, principalmente, misturadas com pedras. E pode-se dizer que são ecológicas, porque muito resistentes e praticamente não precisam de ser regadas, como, por exemplo, as rosas, ou outras espécies mais sensíveis.

    São sempre bonitas, sem precisarem de cuidados especiais ;)

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  9. As coisas simples sãos as mais bonitas, tantas vezes.
    Obrigada Cristina Torrão

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  10. a "autenticidade" áspera da urze. em seu esplendor...
    gosto. muito...

    beijo

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  11. Obrigada heretico.
    Foi essa a ideia, exactamente: a dureza áspera de uma planta que cresce selvagem.

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  12. Como é que esta Urze trás tanto aconchego? Bonito!!!

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  13. Belas as palavras que falam da urze que tantas vezes me acompanha os passos no meu trabalho pelas florestas.E sim, a a aparente aspereza duma espécie que se torna bela, não só pela bela descrição, mas no seu esplendor na natureza. E neste momento em flor.
    Belo!

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  14. Eu sei AnaMar. Estão precisamente neste momento em flor... uma espécie de saudação à Primavera que se avizina.
    Saudades de passeios na floresta.
    Obrigada

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  15. Por vezes a saudade tem aroma... quase se pode tocar...
    não fosse por ser apenas a brisa a nos acariciar!!!
    Adorei... me senti lá... de coração!!

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