`"Nós Estamos num Estado Comparável à Grécia Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte."
Eça de Queirós, in "Farpas "(1872)
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Relojoeiro de palavras em princípio de noite
Não te vejo escrever. Mas sei que passeias os olhos pelo écran, à procura da sílaba tónica. Irás depois, cuidadosamente inseri-la nos espaços correctos. Assim te assistam todos os minutos da imaginação.
Ponteiros feitos de dedos esguios, recortando quotidianos e reinventando paisagens.
Não consentes que as vírgulas fujam, de susto ou de espanto.
Que os pontos finalizem o que ainda há-de ser escrito.
Que as interjeições se acomodem.
Que os travessões se atravessem Sequer na serenidade, onde não é suposto estar mais do que o mostrador deserto. Quando muito, ponteado de uma ou outra estrela. Vírgulas indefinidas. Ainda sem rumo, na viagem de um texto.
Aos poucos, a escrita tomará forma de gente. Ou de rodas dentadas de palavras, enrodilhadas em silêncios, a fazer-te correr, de página em página. De capítulo em capítulo. Numa frenética revisão: do espaço e da memória.
Um dia dirão: aqui esteve, um relojoeiro de palavras em princípio de noite...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Corrente (com o super homem) pelo Orçamento Geral do Estado
Enquanto se "agigantam" as dívidas e se encolhem os bolsos, na penúria que se avizinha , nada como fazer o que já fazemos quase automaticamente... uma "corrente".
Pedí ajuda ao super Homem, pus umas velinhas e agora é assim: Ele vai passar pela tua casa. Se não passar, não te preocupes, passas tu pela dele, uma vez que vieste até aqui. E, que o assunto é o O.G.E.
As velinhas, está tudo controlado. O super homem já as acendeu.
Corrente:
_Se passares para trezentos amigos não acontece nada possivelmente
_Se passares a vinte amigos não acontece nada, certamente
_Se passares a um amigo só, não acontece nada, decididamente.
Mas é a tua obrigação passares!
Eu já cumpri a minha.
Claro que dá resultado. Não é uma corrente qualquer...até tem o super homem a rezar...
Pedí ajuda ao super Homem, pus umas velinhas e agora é assim: Ele vai passar pela tua casa. Se não passar, não te preocupes, passas tu pela dele, uma vez que vieste até aqui. E, que o assunto é o O.G.E.
As velinhas, está tudo controlado. O super homem já as acendeu.
Corrente:
_Se passares para trezentos amigos não acontece nada possivelmente
_Se passares a vinte amigos não acontece nada, certamente
_Se passares a um amigo só, não acontece nada, decididamente.
Mas é a tua obrigação passares!
Eu já cumpri a minha.
Claro que dá resultado. Não é uma corrente qualquer...até tem o super homem a rezar...
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Fim do Mundo
Para quem estava receoso:
O Fim do Mundo em 2012 foi cancelado em Portugal. O País não tem capacidade de receber um evento desse porte.
(Ministério das Almas)
O Fim do Mundo em 2012 foi cancelado em Portugal. O País não tem capacidade de receber um evento desse porte.
(Ministério das Almas)
domingo, 9 de outubro de 2011
Dia triste para a cultura
Um dia triste para a cultura...a passar despercebido no emaranhado político, certamente muito mais absorvente.
A partir de agora os museus, vão deixar de ser gratuitos ao domingo. O que equivale a fechar, também as portas dos museus, a muitos milhares de famílias.
A arte, cada vez mais inacessível. A cultura também.
Fica o caminho das visitas on line, da imaginação, do espaço público e do ar que se respira...que por agora, ainda não está taxado a 23%.
Ma o sufoco está aí, bem patente para quem o quiser ver.
Claro que não comemos cultura. E sobrevive-se sem arte...será?
A partir de agora os museus, vão deixar de ser gratuitos ao domingo. O que equivale a fechar, também as portas dos museus, a muitos milhares de famílias.
A arte, cada vez mais inacessível. A cultura também.
Fica o caminho das visitas on line, da imaginação, do espaço público e do ar que se respira...que por agora, ainda não está taxado a 23%.
Ma o sufoco está aí, bem patente para quem o quiser ver.
Claro que não comemos cultura. E sobrevive-se sem arte...será?
sábado, 8 de outubro de 2011
Palavras em galope
Estendemos palavras.
São sílabas espaçadas nos varais.
Presas à constante mudança que nos desinquieta o silêncio.
Podemos deixá-las no mais fundo da gaveta,
Que não deixarão de respirar galopes,
Atravessar paisagens,
Fazer deslizar os sonhos,
Pelas esquinas húmidas da imaginação.
Acabarão nessa dança:
O inevitável...
Rodopio efeverscente,
Em Mi maior
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Dançarão as palavras no meio da noite.
É rigorosamente a meio da noite. No espaço fronteira entre a gaveta da memória que fechou mais um "resumo de 24 horas" passadas ao sol. E, o conturbado e difícil amanhecer...que dançarão quase todas as palavras.
Pelo menos aquelas, que poderão valer a pena dançar.
Coisas banais como ficar, perder, não querer, não saber...ignoram os acordes básicos de uma melodia simples.
São palavras postas nas prateleiras dos sonhos. Servem para enfeitar a vida e construir castelos no ar. Temperam somente as recordações. Com gosto a canela, ou a sumo de limão.E vão colorindo o passado. Mais, ou menos envergonhado, de um qualquer azul celestial.
As outras, as que sabem rodopiar...esperam sem pressas pelos primeiros acordes...
Uma estranha melodia repartirá as sílabas e desconstruirá as frases. Desalinhando os parágrafos e refazendo as figuras de estilo. Com acordes de aurora...
Ora pensadas, ora repentistas. Mas nunca esmagadas pelo peso do que não se consegue contar.
As palavras dancarão!
Apesar de todos os pontos de interrogação, com que enfeitámos previamente a almofada da nossa imaginação.
E quando vier a madrugada, já vão saber os passos certos, no alinhado certinho da métrica.
Entre um poema,
Cinzelado na noite.
De breu e raiva,
de amor e céu.
Pelo menos aquelas, que poderão valer a pena dançar.
Coisas banais como ficar, perder, não querer, não saber...ignoram os acordes básicos de uma melodia simples.
São palavras postas nas prateleiras dos sonhos. Servem para enfeitar a vida e construir castelos no ar. Temperam somente as recordações. Com gosto a canela, ou a sumo de limão.E vão colorindo o passado. Mais, ou menos envergonhado, de um qualquer azul celestial.
As outras, as que sabem rodopiar...esperam sem pressas pelos primeiros acordes...
Uma estranha melodia repartirá as sílabas e desconstruirá as frases. Desalinhando os parágrafos e refazendo as figuras de estilo. Com acordes de aurora...
Ora pensadas, ora repentistas. Mas nunca esmagadas pelo peso do que não se consegue contar.
As palavras dancarão!
Apesar de todos os pontos de interrogação, com que enfeitámos previamente a almofada da nossa imaginação.
E quando vier a madrugada, já vão saber os passos certos, no alinhado certinho da métrica.
Entre um poema,
Cinzelado na noite.
De breu e raiva,
de amor e céu.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Estamos Salvos!
Desta vez não é no Beato: é em Peniche!!!
É tratar de aproveitar o feriado com alegria...parece que esguicha e tudo.
Acabou-se a crise. Acabou-se a troika. Acabou-se a falta de perspectivas, a geração à rasca...todos esses transtornos.
(não sei mesmo com que nos vamos entreter nos próximos telejornais)
A notícia foi-me dada por fonte seguríssima, numa vernissage, ainda ontem...ai que alívio!.
E na Madeira certamente que vão descobrir ouro...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Casamento Europeu
A coisa começou em festa e prometia.
Mas a pouco e pouco, uma estranha paz, começou a apoderar-se do marido, a par da resignação, tão comum. E, tão ineficaz, do sector feminino.
Se os países mais poderosos, se foram "instalando", com uma ou outra escapadela. Das mais que muitas alternativas, em ascensão, a precisar de apoios solícitos,
Os menos protegidos pela sorte, optaram pelo ar sériozinho de mulher surda cega e muda...
O tempo foi passando...
Um ou outro empolgamento ocasional, não salvaram a Europa do que ela é hoje: Uma relação desgastada em que já ninguém reconhece em ninguém, a capacidade para construir nada próximo da felicidade. Antes pelo contrário...o outro é visto com desconfiança: ou porque dá demasiada abertura aos emergentes...de quem há que "acautelar" por definição. Ou porque de tanto acomodamento, já não se atura ...
Os pequenos lá continuam , caladinhos e de orelhas moucas, à espera de uma oportunidade de ouro, para uma paz menos sensaborona. Ou, de uma gota de água que levante a tampa da panela, que assobia para o lado, baixinho, de tanta pressão...
Cá para mim, isto resolvia-se com mútuo consentimento. Quando não, vai acabar tudo em litigioso e os advogados é que levam a maior fatia...sobretudo se contratados a montante. (alique-se-lhe a taxa variável de juros compostos)
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