terça-feira, 15 de setembro de 2015

Terra entornada




Que De vez em quando a minha casa era a terra,
De quando em vez a minha terra era a lua.
Umas vezes a minha casa foi minha,
Das outras, era só uma linha,
De chegada por ser tão minha,
De partida, por ser a tua.
O chão que habitámos já não existe,
Só um cenário oblíquo de ar.
Janelas cerradas à paisagem,
Da minha terra,
Que se entornou no mar.


Na imagem, passaporte da United Nations Relief and Rehabilitation Administration UNRRA, de 1909)

8 comentários:

  1. E tanta gente à procura apenas de um abrigo seguro....

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É verdade Pedro. Obrigada. Boa semana a Oriente!

      Eliminar
  2. caminhamos sobre pedras, a rasgar a alma...

    beijo

    ResponderEliminar
  3. ~~~
    ~~~~ A emigração dos povos
    ~~ que se ausentam do seu chão,
    ~~~~ em busca de dignidade,
    ~~~~~~~ não tem fim...
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Somos enquanto povo, também um bom retrato.
      Obrigada

      Eliminar