sexta-feira, 25 de julho de 2014

Sem lugar de mim



Deixei os soluços, as lágrimas e o vento que me abraçava a garganta, atrás da porta.
Para dentro, trouxe apenas uma brisa ténue, sem nenhum rasto de mim...
Depois, simplesmente, adormeci.



(o quadro é do pintor Eduardo Naranjo)

6 comentários:

  1. Que se adormeça, pelo menos...

    (Já usei um quadro de Naranjo no meu blogue. É fantástico!)

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  2. assim. suavemente ...
    após a passagem.

    subtil e belo.

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    1. Obrigada herético.
      Tempos de suavidade...contrastante!

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  3. Respostas
    1. De todas as marés, que nos caibam dentro.
      Obrigada.

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