segunda-feira, 30 de junho de 2014

Destino comprado







Compra-se um destino, então.
Um destino grande e transparente.
Viscoso, de corpo inteiro.
Um destino pesado,
De contornos indefinidos.
Que se vira e revira
Rebola, reflecte, transpira.
Um destino de encontro ao vento.
Compra-se um destino então...
Desatado do infinito e levado,
Para sempre,
desde aqui...até á lonjura.

10 comentários:

  1. Respostas
    1. Só não está de salto...pelo menos: alto :)
      Obrigada

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  2. confesso que destinos comprados não me seduzem - prefiro os destinos jogados!


    ... e, no entanto, o poema é muito belo

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    1. A mim também. Não obstante, seduzem muita gente.
      Eu escrevo. Mas...jamais me escreverei.
      Obrigada herético.

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  3. Um dia.....nada será vendido, porque faltarão compradores!

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    1. Em alguns casos seria bom Concha. Neste momento não é a isso que se assiste. Há muitos que vivem nessa ilusão...e acham que sim, que os destinos se compram.
      Os preços atingem por vezes proporções incalculáveis. Mesmo que o que reste...sejam as preciosas bolas de sabão.

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  4. Contudo, existe muito boa gente que tem o destino à venda... mas ninguém aparece para lho comprar... responsabilidade da crise imobiliária, certamente...

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