segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Passos



Digo-te passos
Enquanto palavras rolam no chão.
Digo-te movimentos
Sopros do impossível.
Passo,
Tu passas
Nos nós silenciosos
(escuro dos olhos)
Há os teus medos inoportunos
A galgarem as manhãs.

Filipa Vera Jardim in "II Antologia de Poesia Contemporânea"  coordenada por Luís Filipe Soares, Lisboa, 1985

(fotografia retirada da internet)

8 comentários:

  1. ... e assim nas areias movediças

    os teus pés nos meus

    Belo poema

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  2. há que ousar os passos
    para fazer caminho...

    gostei muito.

    beijo

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    Respostas
    1. E fez-se.
      Este poema tem muitos, muitos anos
      Obrigada

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  3. ~~
    Realmente, «Passos» anda com uma conotação especial...
    «Passo,
    tu passas»
    Passos passa...

    ~ Peço desculpa pela irresistível ironia...

    Trata-se de um poema de rara beleza que nos remete às incertezas
    e receios do início do percurso que todos fazemos, rumo ao futuro.

    ~~ Parabéns pelo talento e sucesso. ~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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  4. Gostei do poema e da fotografia.
    Boa semana.:))

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