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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Despojos da noite



Os despojos da noite

Deixei-os entregues à lua,
De fim de festa,
E a lua foi-se, a dançar…
Ficou o vermelho: vivo, ardente, suspenso...
De um beijo de organza,
Entre esta terra e o ar

O amarelo de riso,
Feito na cor do limão.
Rosa, balanço esquecido,
De um corpo,
Entre a minha, a nossa alma,
E a cor branca do chão.

E de todas as cores que se fez,
Essa noite de riso azul de poente,
Ficámos para sempre
Feitos de ar,
De cor e de gente…


Fotografia: Pedro Soares de Mello

4 comentários:

  1. como um conto de "lua vaga"...

    ... e gente ao fundo.

    gostei muito.

    beijos

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    Respostas
    1. A lua sempre vaga e as gentes sempre ao fundo...
      Obrigada herético

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  2. Às vezes , a noite, rouba-lhes umas pinceladas azul, ao dia, ao céu e ao mar.
    Obrigada Mar Arável.

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