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sábado, 18 de julho de 2015

Senti-me gota



Nasci em rio e riso. A correr de margem em margem.
Sorviam-se os olhos aquosos,  à passagem célere.
Sabia-me tanto a fresco.
Debrucei-me...e vi-me enroscada no caudal. Aconchegante.
A viagem, espiralou-se, até  onde me parecia que  infinito podia esconder-se todo, num único copo transparente.
Sem querer, escorreguei pela canto de uma boca...e senti-me gota.

16 comentários:

  1. ~~~
    ~~ Muito belo e refrescante...
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ~~~ Dias agradibilíssimos.
    ~ ~ ~ ~

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    1. Obrigada.
      Poucas são as vezes que a gota, se torna gota e assume uma existência, que não seja...escorrida.

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  2. um gota pode ser a síntese perfeita de um rio alagando as margens....

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  3. Não conhecia autora.
    Parabéns pela recente participação na Antologia da Diáspora.
    Saudações poéticas!

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  4. Ha bocas a cujo encanto uma gota não resiste. É então, quando a gota se transforma, rodopia e perde o sal original, ganhando a doçura mística que transcende e desfaz todos os possíveis amargos... de gota. ;)

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  5. Mesmo se confinado às margens,o rio é livre, quando galga seixos e serpenteia por montes e vales.Tornar-se gota valeu a pena,porque viveu!

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    1. O rio é sempre livre Concha.
      As margens moldam-se à sua passagem. E a gota, ninguém a contém... porque é insignificante. Fantástico, ser-se insignificante :)
      Bj

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