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sábado, 8 de novembro de 2014

Quiosque amarelo





Desceu a par e passo, até ao largo, inundado de luz e pespontado a quiosque amarelo.
Comprou o jornal dessa manha e embrulhou meticulosamente, com ele, o olhar. Depois, dirigiu-se às margens, que lhe sulcavam devagarinho o espanto. E só aí, se desaguou em foz.

A Fotografia é do fotógrafo Pedro Soares de Mello

10 comentários:

  1. O espanto, condição para nos sentirmos vivos.
    Há sempre alguma coisa de diferente no quotidiano.
    Bastará saber direccionar bem o olhar.

    Bj

    Olinda

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  2. ... desaguou em foz... do Arelho, provávelmente. Ou... em foz do Ser... em voz do Ser... em peito do Ser... em Ser que busca a Foz...

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    1. Desaguou-se na foz ...do Arelho. E desaguou-se em Foz, com tudo aquilo que faz com que um rio interior, por vezes, se complete no mar.
      (pode ser uma leitura. Escrevo sempre em texto aberto...a muitas outras. Tantas quantas os olhares)
      Obrigada Bartolomeu.

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  3. buscar o espanto nas margens...

    e desembrulhar o olhar no vaivém da foz..

    beijo

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    1. Uma imagem que muitas vezes nos transborda.
      Obrigada herético.

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  4. O texto é lindo, mas a foto...adorei!
    Boa noite :)

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    1. Obrigada Isabel.
      Um amigo fotógrafo: o Pedro Soares de Mello.

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