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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Muito antes, da eternidade


Ao tempo, sucedia-se então, o tempo. Não na mesma cadência consentida, do milésimo à eternidade, que houvera, quase sempre. Mas sim, nesta nova e absurda amálgama de segundos a absorverem-lhe as horas.Segundos, a sorverem-lhe os quartos para as horas, que são em si mesmos, os lugares apropriados, para se acontecer.
Segundos, que só não se tornavam  em sempre, porque a eles se sobrepunha, agora,  essa amálgama  desconhecida dos minutos des-compassados, em milésimos sem rumo.

A paz, do relógio da sala,  ficara  por isso, antes de um  meio, de um princípio, de um fim.
E a tarde que se fazia manhã, em resto de anoitecer... sem lhe permitir ousar sequer, a memória.
Com medo de a perder, ajustou-a ao pulso e deixou-se ficar.

12 comentários:

  1. Nem todos os relógios

    marcam o mesmo tempo

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    1. Pois não. Sobretudo, se é do tempo da memória.
      obrigada

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  2. O tempo, o eterno problema.
    Gostei muito.
    Boa tarde. :)

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  3. "o turbilhão do tempo e a dança da(s) memória(s)" : uma sonata para celo e piano.

    belíssimo

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  4. Finalmente um novo post.
    Excelente, como sempre.

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  5. Ouvi um dia alguém dizer que o que faz os Homens parecer velhos, é a acumulação de muitas memórias.
    Se assim é, teremos de alinhar com Einestein e declarar a inexistÊncia de tempo... o que fará com que os relógios sejam remetidos para o campo da fantasia.

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    1. E, não será o tempo, uma simples fantasia da mortalidade?
      Obrigada Bartolomeu

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