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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Na ombreira da sua existência

Poderia ficar assim, indefinidamente, encostado à ombreira da sua existência.
Uma porta entreaberta garantia-lhe alguma paisagem, do que fora, sem que os passos se afligissem  em demasia, na borda do degrau.
Lá dentro, os silêncios eram absolutamente  contornáveis.
Respiravam as janelas, ainda. Uma brisa esquecida, de ontem, no quarto dos fundos. De sempre, na sala que tinha ao canto a mesinha baixa,  com todos os retratos. Lembrava-se de cada um e, eram doze e mais oito.
Doze, do tempo que passara à justa, por sobre a felicidade.
Oito, na medida do esquecimento...
Garantiam-lhe todos os verbos, agora, que mais um passo naqueles degraus e haveria de ser diferente...