quinta-feira, 18 de junho de 2015
São Martinho do Porto, momentos...
"Há lugares de onde nunca se regressa, apenas se permanece. Sempre que se volta, o tempo volta connosco (...) "
Uma homenagem de afectos a S. Martinho do Porto, terra do meu coração.
Em parceria com o fotógrafo Pedro Soares de Mello.
Já à venda (FNAC, Bertrand...)
Para quem conhece esta terra, de mar fechado em concha, será um reencontro. Mais um reencontro. S. Martinho do Porto é feita de muitos reencontros.
Para quem ainda não conhece... espero que uma feliz descoberta.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
Mar desfolhado
Em cada onda desfolhei um ano, de todos os anos do meu passado.
Primeiro com força, de encontro às rochas. Anos de infância de que pouco recordo. Depois, mais mansamente, em páginas reviradas em lençol de areia.
De sete em sete ondas, lembrei-me de parar um pouco a existência, à espera de um sopro, que me viesse amarar, eternamente, a este lugar…
Pespontada a infinito, restará para sempre a transparência…do céu que se faz mar.
A fotografia é do Pedro Soares de Mello
sábado, 9 de maio de 2015
Recta absoluta
Devagarinho, acomodou-se ao nicho.
As pernas de encontro ao queixo, no único lugar que lhe permitiria permanecer, até que a luz, o invadisse de novo.
Toda a noite as badaladas ecoaram um sibilante: tzim tzum, tzim tzum, tzim tzum sem que uma única fresta lhe traçasse caminho.
Seria qualquer um, menos a o da escuridão. Tizm tzum, tzim tzum, tzimtzum…
Adormeceu algures, entre a terra, o seu coração e a eternidade, embalado pela branda presença do som, que lhe lembrava um outro amanhecer .
Quando acordou reparou que a única porta fechada, lhe estendia uma recta absoluta. Com os olhos semiabertos, decidiu-se então, a andar…
A fotografia é do Luís Leal
As pernas de encontro ao queixo, no único lugar que lhe permitiria permanecer, até que a luz, o invadisse de novo.
Toda a noite as badaladas ecoaram um sibilante: tzim tzum, tzim tzum, tzim tzum sem que uma única fresta lhe traçasse caminho.
Seria qualquer um, menos a o da escuridão. Tizm tzum, tzim tzum, tzimtzum…
Adormeceu algures, entre a terra, o seu coração e a eternidade, embalado pela branda presença do som, que lhe lembrava um outro amanhecer .
Quando acordou reparou que a única porta fechada, lhe estendia uma recta absoluta. Com os olhos semiabertos, decidiu-se então, a andar…
A fotografia é do Luís Leal
sábado, 21 de março de 2015
Muana (criança)
-Posso fotografar Muana?
-Pode, mas vê se não acidenta no fundo dos meus olhos. O fundo dos meus olhos tem precipício de lonjura.
De um lado, a lonjura da terra, do outro, a lonjura do mar.
No meio dos meus olhos, cabem todas as histórias que nunca me ouviram contar. Não conto histórias ainda, só as carrego, embaladas, no fundo do meu olhar.
-Olha aqui muana…
-E tu, ensinas-me a olhar?
Filipa Vera Jardim
Sobre: POSTAL ILUSTRADO
" MUANA" - (criança)
Moçambique - (Mueda 1972)
Fotografia de : Marques Valentim
sexta-feira, 20 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
Licungo
Uma revista do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, com a coordenação do Delmar Maia Gonçalves, em que tive o gosto de participar.
Nota. Licungo, além de ser um nome de um chá é também o nome um rio Moçambicano, um dos afluentes do maior rio de Moçambique: O Zambeze
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