Nada nem ninguém faria prever.
Uma mala pousada à pressa, no chão, de urze, da frontaria da casa.
Quase tudo, misturado no amarelo da Primavera. Quase tudo o que lhe acontecera. Década por década.
Quinzena por quinzena, à exaustão do instante.
Tinha dobrado bem a vida.
Vincado os dias de azul. E, trespassado, de ponta a ponta, com linha encarnada, os outros. Esses que fora cinzelando.
Vivemos sempre entre o azul e o sombreado. Inequivocamente!
Por vezes- muito poucas essas vezes- em breves instantes de um tempo. Surpreso e suspenso, que nos deixa coexistir a amarelo.
Numa ou noutra travessia, podemos fazê-lo em passos largos, de braços alados ao verde. Mas só, numa ou noutra, pequena, travessia.
A mala levava-se consigo, para muito longe.
Lá, onde não haveria nem tempo, nem vagar, para o recordar da memória.
Soariam breves, os passo da viagem. nesse destino ingrato. Trespassado na lonjura maior: o lugar, onde o silêncio se faz de agruras mal passadas, e a paisagem se redesenhada, numa vaga pintura, de um imenso, rasto de si...







