Queria tanto guardar os sonhos numa mala de couro. Forte e robusta.
Queria tanto guardar os sonhos, numa mala de couro. Forte e robusta, com uma pega sólida.
Queria tanto guardar os sonhos, numa mala de couro. Forte e robusta, com uma pega sólida.
Queria tanto guardar os sonhos, numa mala de couro. Forte e robusta, com uma pega sólida e uma fechadura.
Queria tanto guardar os sonhos numa mala de couro. Forte e robusta. com uma pega sólida e uma fechadura. E se calhar, numa outra mala, ainda. Mais pequena, dentro da mala grande...os sonhos arrecadados aos pares, por forma a nunca mais, sequer, ousarem respirar.
Seguiria assim...em passos mudos e breves. Numa sinfonia de Si menor. Pela vida fora.
Queria tanto guardar os sonhos numa mala de couro. Forte e robusta. com uma pega sólida e uma fechadura. E se calhar, numa outra mala, ainda. Mais pequena, dentro da mala grande...os sonhos arrecadados aos pares, por forma a nunca mais, sequer, ousarem respirar.
Seguiria assim...em passos mudos e breves. Numa sinfonia de Si menor. Pela vida fora.
O caminho: plano e pesado. Por força das malas de couro, das pegas, das fechaduras.
Um dia , por aí, podia guardar-se também a Si.
Esqueceria depois as malas num qualquer lugar...que nunca debaixo do sol. Que nunca, ao alcance do mar.
O sol, desbotaria as fechaduras. O mar, salgaria, seguramente, o olhar.
Ninguém, absolutamente ninguém, iria reparar...
Um dia , por aí, podia guardar-se também a Si.
Esqueceria depois as malas num qualquer lugar...que nunca debaixo do sol. Que nunca, ao alcance do mar.
O sol, desbotaria as fechaduras. O mar, salgaria, seguramente, o olhar.
Ninguém, absolutamente ninguém, iria reparar...





