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quarta-feira, 31 de agosto de 2011


O olhar de Miró






O Olhar de Miró navega em paletas transbordantes de cor.
Por isso, vê muito mais do que o desalinhado da paisagem da vida.
Reinventa-se, reencontra-se.
Sempre que nós quisermos que um ponto,
Seja ele qual for...se torne, um ponto de partida.








terça-feira, 30 de agosto de 2011

Louro

Acorda cedo.
Muito cedo.
Demasiado cedo.
Completamente cedo.
Ele sabe... por isso, começa por uns "apitos" suaves, a saudar os poucos carros que passam. Não valem o esforço.
É tempo de meneio de cabeça e alisar de penas.
Por volta das seis entram as primeiras ambulâncias  no viaduto.
Os menos avisados, pensariam facilmente, que todos os dias, a minha rua, acorda no meio de uma catástrofe...mas não. O louro, há muito que lhes "topou" as sirenes e as andanças. Pelo que responde estridente, do seu segundo andar. Numa proporção de duas para sete, sempre com o louro em vantagem.
Só acalma, cerca das oito e tal, com os olás dos vizinhos. Correspondidos prontamente.

O problema é quando os residentes partem e, a rua se enche de outras gentes. Gentes que não conhecem o louro e não sabem dos olás e dos bons dias....o louro, embalado que está, nos olás, não compreende. Sente-se ignorado...Enerva-se.
Avança então,  para os apitos e as sirenes...a que vai  somando choques e derrapagens. Toda uma "paisagem sonora", que o louro descobriu do seu parapeito...mas os transeuntes raramente olham acima da cabeça.
Às onze, mais coisa menos coisa e, farto de não ter atenção, começa o ´"número" tão aguardado.
O louro, num desespero de fúria, atira-se do varandim.
Espera-o o precipício e uma morte estatelada no passeio, que o louro anuncia entre berros de fazer chorar as pedras da calçadas e um bater de asas em agonia...
Os passantes precipitam-se. Montam-se estratégias...um casaco para amparar a queda.  Avisos para a janela . Alguém que toque à campainha...
O louro, esvoaça, cada vez com menos forças e o bico a escorregar, da minuscula goteira da varanda. Preso por um "limite infímo,  de bico,  à vida,  fica então de lado. A única forma de controlar a campainha, pelo canto do olho.
No derradeiro instante... já com uma assistência razoável, sobe. Ligeirinho. Por uma minúscula corrente que tem presa à pata  e não se vê da rua. Cumprimenta, faz uns meneios e acalma...só até à próxima tentativa de suicídio.
Às vezes tem azar e, mesmo com "a coisa" bem controlada, alguém consegue chegar primeiro à campainha...a dona recolhe o louro, entre risos e aplausos, que fica de castigo, às cabeçadas na janela. E, certamente, a apurar a "técnica" do lado de dentro


 O desenho é um original  gentilmente cedido pelo autor e ilustrador  José Abrantes 



domingo, 28 de agosto de 2011

Estados Unidos da Europa

A ministra do Trabalho alemã, Ursula von der Leyen, considera que a crise pode ser superada com a criação dos "Estados Unidos da Europa".

Onde é que já passou este filme?
Que passou, não tenho a menor dúvida. Mas não me lembro onde...
Como no cinema, o filme propriamente, só vem a seguir a uma séria de porcarias a que ninguém presta atenção...primeiro, vão tentar impingir a versão "Heidi".
Ide comprar pipocas! Balde grande!

A Festa da vida

És uma festa!
Não, não sou uma festa. Ninguém é uma festa. Pode-se, é tentar  fazer a festa...da vida.Todos os dias renovada.
Não encontro motivos para não apreciar um por de sol, ou deixar de acordar de madrugada, abrir a janela e ouvir os primeiros sons, do lugar em que estiver.
Nem que seja dos passarinhos, que fazem da altura da minha casa ninho. E debruçam o pescoço do telhado, à procura do sol.
No campo, abro a janela, ainda mesmo ao luar. Se for Inverno, fico a desejar que chova.
Se houver mar...encolho-me no cheiro e nas colcheia de ondas, que cantam o que lhe vai na espuma e, nunca volta. Ou se volta, volta sempre diferente, de encontro à minha janela.
Não sei porque não tem que ser uma festa, a vida. Recriada a cada madrugar.
Porque não tem ser uma esperança permanente, de quem a vive, de mangas arregaçadas.
Todas as noites preparo o despertador, para este reencontro. Mesmo que depois durma mais um bocadinho.
Às vezes despeço-me das estrelas. Outras vezes, abraço os primeiros raios de sol. E adormeço outra vez, a pensar que daqui a bocadinho vai ser sempre outro dia, do resto, dos que terei para viver.



sábado, 27 de agosto de 2011

O que é que a Bahia tem?


Teoria Contabilística de Alma e (De)coração

Deve dar-se na medida em que se recebe e receber-se na inversa proporção!
Assim à primeira vista, parece bem. Soa ainda melhor e, reflecte sempre uma grande dose de segurança e inerente experiência de vida.
Hoje, mais uma vez, ouvi de mente avisada, atentamente, com os cotovelos apoiados quase no sol e, os olhos navegantes na chávena, onde boiava uma flor que teimava em não abrir, aquilo a que eu chamo de "Teoria Contabilistica de Alma e (de)Coração. (De)Vida, imagino, a qualquer um.
Sim... que não se pode dar só!
Parece claro. Parece simples. E parece que não funciona de todo...mas não gosto de decepcionar uma  amiga à partida. Segura que estava,  desta fantástica mercearia das relações humanas.
Normalmente o que faço é ir mais no sentido prático.
Como? Dois litros de ternura, por um saco de atenção?
Uma garrafa de amizade, por um kilo de companhia e uma pitada de alegria?
E sendo amor, dos verdadeiros? pelo menos o arco-íris, não?
A resposta faz-se esperar...bem, sabes...é preciso contra balançar...
Contra balançar é uma coisa que eu nunca consegui perceber... mas isso deve ser porque estou sempre em deficit... achas que peça um empréstimo? E o que me recomendas o Banco da Esperança ? É capaz de ter uns juros muito em conta...
Lá estás tu...
O sol descia no horizonte e a minha interlocutora tinha acabado o chá. A existência começava a rodopiar-se-lhe numa dança desconhecida...não insisti.
O meu, deixei-o ficar-se pasmado, a demorar o tempo necessário de deixar que a vida, lhe abrisse uma flor...mesmo se com sabor a sal. Sobretudo, se com sabor a sal.



O quadro chama-se "O Retrato de Suzane Bloch" cantora wagneriana, que encerra  a fase azul de Pablo Picasso.



Um breve instante


Pode ser um instante, uma vida, uma hora. Não importa. Rebaptiza-me sempre os sonhos e realinha-me o futuro, serenamente, na palma da mão.
Hoje, não fugiu à regra.
Não havia incertezas nem indecisões.
A areia fina entrara pelos olhos, como sempre. E, a água fria e pouco transparente, a fazer-me desejar espelhos prodigiosos...absolutamente desnecessários.
Aqui eu adivinho cada curva.
E nem o nevoeiro mais denso, me assombra os passos.
Mesmo que tenha sido só, por mais esta vez...


(a fotografia é da Inês)


Ianelli





IV

Nem afável, nem terrivel
Igual para tudo que existe.

Do pelicano dos rios
Ao camaleão da Namíbia,
Da anêmona dos recifes,
A alguém como nós e outros mil.

Triunfará sobre a púrpura e o branco,
Sobre os ramos, as teias, os ninhos.
Será antes da rosa-dos-rumos,
Muito antes do buliço
Entre o acordar e o dormir.

Para além do último gesto,
Aquém do primeiro,
Fora de toda a idéia sensível.

Há de ser mais do que a morte, esvair-se


Mariana Ianelli, in  "Almádena"

(o quadro é do pintor Arcangelo Ianelli e chama-se "Retrato de Kátia")





quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Noite





A noite pendura-se no varandim da vida.
Como se não houvesse amanhã.
Fica ali, perdida,
A contemplar os espaço vazios.
De  um caroço esquecido...
Num resto de maçã.

A noite debruça-se para ver passar.
Quem se arrisca,
passear ao luar.
Pedir à memória a prioridade,
De esquecer o que há para esquecer,
E o resto...
Imaginar.

No tempo da vida.
Um quarto para nada...
Os doze murmúrios
De uma badalada.
A noite, soberba,
vestida de estrelas.
Sapato de tango.
Sempre, sempre
A dançar.





( A fotografia é do Mário Castello, tirada na Serra da Mantiqueira, SP, Brasil.)




terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Flutos", vinho e flores


A culinária não pára de surpreender...agora são os "flutos", directamente da arca frígorifica e as flores.
Não há vinho que não mereça o seu "fluto" (excepção para a malga minhota que resiste estoicamente ) nem peixinho às rodelas  ( o mundo quer-se redondo e o empratamento também) que  não se apresente, devidamente engalanado de flores.
Mastiguem-se as rosas e deglutam-se os miosótis! 
Ou então, se a companhia o merecer, brinde-se com uma chuva de pétalas o fim do repasto!
Sempre seria original e, assim de repente, não estou a ver outra forma de nos livrarmos disto...


LOL


Memória com data certa

diadaneveblog.jpg



Quando a memória tem data certa, ela acerta.
Quando a memória tem data certa, é memória cheia. 
E no fundo,
O infinito do pampa, que volteia...

Haja riso de água e de flôr,
Pasto macio e pó.
Lá na sitio de Jaguarão...
Como só tu sabes amigo,
Qual o segredo, de  "Uma Terra Só"



(para o escritor Aldyr Garcia Schlee, recentemente homenageado, em Jaguarão. Autor entre muitos títulos,  do premiado " Uma Terra Só" ).

(fotografia: Jaguarão, Rio Grande do Sul, Brasil)










domingo, 21 de agosto de 2011

Salta. Vai... corre!

Salta  vai...corre!
Pula, dança,
Sem te afastares da lembrança,
Do amor, que nunca morre.

Salta duas vezes.
E nas duas, já te alcança,
O temor que te balança,
Em querer mas sem crer,
Viver a vida...
Sem voltar a perder.

Pula então, de emoção.
Dá-te o riso, 
A destemperança.
Aquilo que eu sei de ti...
Nos saltos da vida que vi,
Sempre a roçar a esperança.

Vai , corre, alcança.
Porque a vida, na balança, 
Se vive, para se alcançar.

O tempo urge. 
Nesta dança....
Todos temos,
Que dançar.

Não tenhas medo...
Eu sei.
Não é ainda,
Altura de voar!

(a fotografia é do fotógrafo Mário Castello)





A Bienal do Galináceo - em Vila Nova de Cerveira


Qualquer coisa que envolve um "artista". Uma gaiola. Alguns" Xanaxes "e sete galinhas.
Seguido de conferência /debate.
Tudo, a não perder, em Vila Nova de Cerveira e, no blogue  Carvalhos do Paraíso, do João Amorim. Que segue atentamente, e de forma hilariante, a performance, nas suas várias etapas.


Espero que esteja presente na final João! Tenho pena que a distancia geográfica não mo permita. É com eventos como estes, de altíssimo gabarito,  que a cultura se renova e se recria.




Paco Ibañez - Me gustas cuando callas - Pablo Neruda


sábado, 20 de agosto de 2011

Rúcula

Rúcula ou mostarda persa em Português corrente e, sem desacordo ortográfico, mas também sem a pompa que a primeira abordagem supõe.
Eu cresci sem rúcula. Uma infelicidade, que mesmo assim não me privou de uma dose de energia a roçar o enervante,  apesar da tendência, para o que nos meus tempos de meninice, se chamava a "espirra canivetes".  Uma maravilha, nos dias que correm, com  ausência de "genes sofredores" a obrigar a dietas.
A rúcula é inofensiva. Ao contrário da hortelã-pimenta, que perdeu a pimenta. Mais assaloiada, presumo. E, passou a hortelã tout court, Sendo que as propriedades de assassinato mantiveram-se absolutamente intactas.
Alguém que ponha uma folha de hortelã nalgum lado e, passa tudo,  a saber ao mesmo: pasta dentífrica.
Com a rúcula não. A rúcula é suave. A rúcula é bonita. É assim uma espécie de salsa de sala. Vai bem com tudo e, sobretudo,  não aborrece. No caso de visitas, sempre oportunas, uma mão cheia dela faz o milagre de transformar uma salada familiar numa coisa melhorzinha.
Funciona  mais ou menos, como o kiwi dos primórdios, com a vantagem de nunca se poder chegar ao exagero....a capacidade estrondosa de  assolar tudo quanto foi sobremesa ao longo de uma década.
Vitaminas, não faço ideia se tem. Mas pelo colorido, imagino que tem com fartura. É a própria imagem da clorofila e da fotossintese de muito má memória. Eu, que tinha quase a certeza do sentido dos ponteiros da respiração da relva...lembrei-me de copiar pela única colega da turma que fez tudo rigorosamente ao contrário: a pressa , os nervos e o teste anulado!

Assim sendo, estavam as condições mais que criadas para me aventurar a uma tosta de rúcula com gambas, queijo e maionese. Aceito: um exagero. Mas mesmo assim,  nada comparável às de cogumelos com bacalhau e natas...
Habituada, por décadas,  à "coisa" em género misto ou a solo, achei que só podia ser extasiante a experiência. E foi.
Não tanto pelo sabor inolvidável da rúcula, como pela"abordagem".
O pão era dos bons: Alentejano. Com côdea, comprimento e largura a não desmerecer as origens...mas a convidar de imediato a por de lado qualquer tentativa de guardanapinho de papel.
Foi , portanto à "espanhola" , de faca, garfo e batom.
O guadanapinho de papel é dos melhores desmaquilhantes que conheço...
O que eu não esperava é que a rúcula fosse tão resistente. Primeiro foi a faca, a fazê la patinar na maionese. Sem respeito nenhum pelo queijo, a esvoaçar esfarelado, nem pela côdea que devia ter uma função de "contenção". Depois, a abordagem do garfo que só me trazia  à memória a Beatriz Costa e a sua aldeia de roupa....desta feita verde rúcula. E por último, a boca: impossível de mastigar, pelo menos naquelas quantidades que eram as "aliatoriamente aglomeradas", sem espaço para grandes escolhas
Ou falava. Ou comia.
Disfarcei como pude e fui falando e acenando...acabei, já a conta vinha a caminho e só tive tempo de correr para a casa de banho, onde o velhinho kitTAP- mais um a entupir a carteira- se revelou em toda a sua pujança!
As invenções têm limites meus caros chefs!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Schubert "Serenade"




As palavras escorregam. Adormecem suavemente, de mãos dadas.
Feitas páginas de sol viradas , num dia de verão...




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O pacote

Recebi-o, faz tempo.
Era um embrulho bonito, de papel lustroso e com laço perfumado. A fazer adivinhar um presente.
Chocalhei e abri um bocadinho, assim de lado. As coisas boas, que aprendemos, quando somos crianças... o papel cedeu. Não era suposto, um papel daquela qualidade ceder assim, ao primeiro toque.
Mas parecia grande e, mesmo depois de manuseado, ainda me aguçava a curiosidade. O que quer que fosse que lá estivesse dentro....apetecia.
não tive pressa. Demorei os olhos no laço, no brilho aparente, no azul.
Pensei em começar pelo laço...quando reparei que tinha um nó. Não foi difícil desatá-lo. Era um nó desses normais, que existem em quase todos os pacotes, ou mesmo, num simples atacador.
Só que por baixo, havia outro e outro e mais outro. Feri as mãos e, não fui capaz.
Exigia tesoura, de precisão.
Ainda me levantei para a alcançar... quando reparei que a letra era estranha, démodé. E,  o endereço insuficiente...foi então que resolvi devolvê-lo à proveniência.
Mandei-o registado. De todas as formas que me foram possíveis. Os avisos de recepção foram chegando... o pacote, estava vazio, afinal!
Era só um embrulho bonito.
O que me parecia chocalhar, um resto de mais papel. Daquele que usamos para acomodar qualquer coisa. Que neste caso, entretanto, há muito se tinha extraviado por aí. Restava o laço e o papel lustroso, a fazer de conta, que haveria presente.



domingo, 14 de agosto de 2011

Canto de Alma





O horizonte afasta-se, numa velocidade estonteante, à medida que esse véu de urze, pinheiro e algas, toma conta de tudo.
Como se o mar nos entrasse pela alma e nos arrumasse de vez as sandálias, os chapéus, os ritmos de verão.
Mas não. Tudo não passa de uma encenação. Um bailado de abraço: entre a serra, de bruma branca e leve, e a neblina envolvente do mar.
O passo de dança, risca os dias, a uma hora qualquer. Vai e volta. Volta e sobe....devagar. Para logo se dissipar sem se perceber muito bem como.
Entretanto, fez-me acomodar o pensamento, em silêncio, no canto mais abrigado, do fundo deste jardim.
Sem horizonte. Sem espaço definido. Com o tempo a deslizar por galope,  muito cima da minha cabeça. Retrato da vida. Daquilo que já se foi e, daquilo que se calhar estará ou não para acontecer.
Relembro aos passos, nos pés nus. Com sandálias arrumadas. Um caminho que talvez me apetecesse... se o rodopiar da vida assim o quiser.




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Il Mare


Lindo este azul
ponteado a borboletas de verde-água
e pores de sol de madrugada.



domingo, 7 de agosto de 2011

Palavradas

São milhares as palavras que lançamos ao vento. Frases desalinhadas. Ditos de memória curta.
Textos de efémero. Traçados a giz, desbotado...
São tantas num só dia, que imagino que só o vento as transporta, ansioso, como sempre é o vento, na pressa corrida de chegar a lugar nenhum.
Palavras e folhas de plátano. Palavras e papeis de rebuçado. Palavras e plásticos amarrotados. Palavras e folhas de jornal relidas, cavalgando unidas por coisa nenhuma...nem ninguém, que as oiça, realmente.
Serão milhares e milhares de sílabas. Compostas. Sobretudo no tempo, da ausência dos gestos.
Esses sim, muito mais escassos e de leitura recta.
Creio que por vezes, consigam alcançar aurículas, ventrículos ou a própria alma. Que não imagino, se leia facilmente, traçada na pressa, de uma diagonal.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sinfonia de azul maior


Parou o tempo no cume da árvore mais alta.
1,2,3,4 segundos, de respiração ofegante.
Não fosse o vento e, o ar ficaria pasmado.
Ali,  num derradeiro silêncio, entrecortado pelo manso respirar das folhas que caíam...
A retina ,a clamar pela paleta, no faz de conta, sem horizonte.
Pelo canto dos olhos escorregou, o mar. Na procura incessante de uma foz. Sinfonia, de um azul maior...