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terça-feira, 26 de julho de 2011

A Sul


Eram os tempos das viagens longas, sem vivalma, com a Serra do Caldeirão a tapar a imensidão de azul. Sempre no final do verão, quando não princípios de Outono. (As aulas começavam lá mais para a frente e as letras aprendiam-se sem pressas).
O Algarve era terra de culturas e visionários.
Dois toldos na praia, ora de um, ora do outro lado e os mergulhos que se prolongavam pela tarde morna...Falésia, Maria Luísa, Carvoeiro...
O tempo foi passando. O verão estreitou-se entre as acácias plantadas à pressa em Vale Navio, em Vila Magna, em Vale do Lobo em Vilamoura, nos lagos e nos golfes, contornados por palmeiras.
Fomos fugindo:  dos excessos de tudo, sempre mais para lá...até aqui, onde a Ria se segura, serena e formosa, a correr sem pressas, em frente ao mar.


(Fotografia tirada na aldeia da Conceição. Tavira.)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Verão

Caros leitores e passantes...o verão é para mim uma época mais de escrita lá fora. Um tempo em que o computador se arruma e o sol  nos entra pela vida. Assim sendo, deixo-vos esta imagem de verão do fotógrafo Mário Castello.
Com a promessa de de vez em quando ir passando por aqui...nos intervalos do sol :).

domingo, 10 de julho de 2011

Re-Desencontros

Passamos a vida assim: em desencontros.
Horas apressadas. Programas adiados. Rostos que se esfumam, no lugar do tempo. E, vão dando tempo a que nem mais as recordações se entendam. Rebobinadas que foram, tantas e tantas vezes, em fios  mal condutores de imagens longínquas.
Passam os dias, os anos, os silêncios e as vidas. E depois, num instante qualquer uma notícia que pára tudo...
Como um rastilho, suspende-nos os  afazeres inadiáveis. Os olhos, perdem-se por momentos numa mensagem retransmitida e a retransmitir. Seguem-se as inevitáveis presenças. Nesse dia e não em nenhum outro.
Ainda ninguém descobriu como adiar a morte.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Redesenho



Redesenho os contornos do meu rosto, com a palma de uma só mão.
Ao longe, a sombra despede-se de todos os traços, no meio do horizonte.
Não seja ainda noite, nem manhã clara.
Mas o eterno lugar da quietude,
tão necessária.
A dançar suavemente,
por dentro da madrugada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Palavras e silêncios


Hoje emocionei-me com palavras e silêncios, entrelaçados ao raiar da madrugada.
Uma página semi aberta, nesta imensa blogosfera, povoada de emoções.
Não consegui pô-la na estante. Muito menos cerceá-la de qualquer capa.
Segurei-a somente numa pasta amarela. Dessas que criamos ao sabor dos acontecimentos e podem funcionar como brisa, como aconchego, como o suave perpetuar de um luar...



 quadro: Nú, folhas verdes e busto  de Pablo Picasso

domingo, 3 de julho de 2011

Festivais de Verão

Num país em crise, mas ainda longe do Natal, preparam-se afincadamente os festivais de Verão.
É  toda uma geração à rasca, que monta churrascos, encomenda frangos e bifanas, mune-se de roulotes e fogareiros e, prepara-se para fazer algum dinheiro e a felicidade dos poucos "Cotas", que já estabelecidos na vida, mas ainda com pernas para estas andanças, procuram alguma diversão a cinquenta euros por cabeça. Carregando as máquinas digitais, os Ipods, os I Tunes, os I tudo, e montando, como podem (o reumático já não ajuda) as tendas último modelo da Decathlon. É assim não é? Ou estarei equivocada?

sábado, 2 de julho de 2011

Mar do Norte


Seixos desalinhados, na imperfeita simetria, como só o mar do norte sabe fazer. 
As cores falarão de recordações sem retorno e, de destinos equivocados. De passos roubados ao vento, que sopra ininterruptamente, em uivos de corvos e gritos de gaivotas.
Sombras negras percorrem o espaço à velocidade limite dos olhos.
Por que mais que se invente, não se reconhecem castelos na areia.
Nem coloridos veraneantes.
O sol veste-se de cinza e o verão, de um silêncio reconfortante.

Casamento Real - Mónaco (só com bilhete de ida)



Confesso que o que me veio à memória foi mesmo este filme da Júlia Roberts...e a sensação iminente de uma "reprise" em qualquer uma das versões, apresentadas.